quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Aproxima-se mais uma vez a festa dos romeiros de Belém do Pará. Juntam-se a esta romaria integrantes do mundo todo para homenagear a Rainha da Amazônia, a Senhora da Berlinda, a mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, padroeira dos paraenses: Nossa Senhora de Nazaré.
Existe uma força que move todo este povo à se lançar aos pés desta pequenina imagem, com diversas formas de expressão, para agradecer por graças alcançadas por intermédio da Virgem de Nazaré.
Fiéis demonstram sua fé e cumprimem sua promessas através de sacrificios que comparados ao tamanho da graça alcançada, acaba se tornando o mínimo que a pessoa poderia fazer.
A intercessão dela junto ao seu filho Jesus é real e o rio de pessoas que se forma ao seu redor todo segundo domingo de outubro é pelo único e principal motivo: a criança bendita que ela carrega no colo, o nosso salvador.
Não se pode dizer que o Círio de Nossa Senhora de Nazaré é o Natal dos paraenses, pois natal é a festa daquele a quem tanto esperamos. O Círio é uma homenagem à Mãe que nos foi dada pelo próprio Jesus lá no calvário, minutos antes de sua morte.
Àqueles que desejam estar nesta grande festa, digo-vos: venha de coração aberto para sentires o verdadeiro sentido de fazer parte deste povo de fé.
Um santo e abençoado Círio de Nazaré!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Se precisar...

Se precisar de um amigo
Olha pra dentro de mim
Podes errar e magoar,
Mas estou aqui,
Pra te ajudar...
Sou teu amigo até o fim.
O verdadeiro amigo,
Sabe o valor do perdão
Porque amar e perdoar
São da mesma
Essência e raiz
Vêm das fontes
Eternas de Deus


Amigo se faz
Em tempos de paz,
Mas na angústia
É que se prova o seu amor
Amigo se é na glória e na dor
Quem é amigo, suporta e crê
Quem é amigo é fiel até o fim.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A Vitória

O que é vencer?
É ganhar uma batalha ou não deixar ser derrotado?
A vitória na realidade é apenas um ponto de vista que alguém dá à uma determinada situação que foi vivenciada ou está sendo vivida.
É o intitular de perdedor ou vencedor aquele que ao menos tentou.
Então...
Se não houver tentativa não haverá vitória ou derrota de nenhuma parte.
Ah! Haverá sim um perdedor. Que perde dessa vez é o intitulador que perderá sua função de jugador dos outros.
É... sempre alguém perde, mas sempre ganharemos todos se soubermos entender o verdadeiro sentido de tentar, de lutar, de ir atrás do que se quer alcançar.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Saudade


José Antônio Oliveira de Resende

Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei.

Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a "Gente" caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:
– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...
Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa... A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão.
Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a "Gente" combina encontros com os amigos fora de casa:
– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas... Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite...
Que saudade do compadre e da comadre!

Não deixe de fazer algo de que gosta, devido à falta de tempo, pois a única falta que terá será desse tempo que, infelizmente, não voltará mais.
MÁRIO QUINTANA

A Vida

"A vida é curta de mais para se perder tempo com coisas sem importância, por isso devemos aproveitá-la ao máximo, vivendo cada dia como se não fosse haver o amanhã. Faça ações do tipo: Sorrir sempre e espontaneamente. Partilhe com os outros os momentos bons de sua vida. Ajude a quem precisa. Mantenha seu espírito jovem. Valorize cada momento quando estiveres junto de quem você ama. Vez ou outra, permita-se quebrar regras. Dê sempre o seu melhor em tudo o que fizeres. Perdoe os que te incomodam. Seja a cada dia um pouco mais de si memso. E assuma para si mesmo que nunca serás grande, pois o que realmente importa é estar em constante crescimento.
"Viva... e seja feliz!